quarta-feira, julho 14

Sentir sem tocar...




Eu te sinto,
Como sinto o ar
És sombra na água
Que passa sem se molhar
És fruto que colho
Não precisei ver teu olho
Pra conhecer teu olhar!

Poesia: Tenório
Imagem: Meme

terça-feira, julho 13

Isso é caráter!




"Eu não me importo com o que os outros pensam sobre o que eu faço, mas eu me importo muito com o que eu penso sobre o que eu faço. Isso é caráter". (Teodore Roosevelt)


Meme: Kika

Isso, também é viver!



"Sou tão adulta quanto a vida me exija e
tão criança quanto o coração me implore".

sábado, julho 10

Adoniran Barbosa - Convidado Especial

Hoje, entendi que precisava passar mais tempo em minha companhia: "puxei a tomada”!
Sempre que isso acontece, “sacudo" o pó do violão, canto algumas canções e convido alguns amigos para me acompanharem.
Esses amigos, na maioria das vezes são meus filhos e  minhas filhas.
Outras vezes, trago para junto das minhas lembranças aquele a quem chamo (sem a sua permissão), de meu amor: Vinicius de Moraes!
Convido também, Elis Regina, Tim Maia, Marisa Monte, Vanessa da Mata, Paralamas e outros mais...
Hoje, com muito carinho lembrei-me da música "Saudosa Maloca".
Não  deu outra, convidei Adoniran Barbosa e, cá ele está.
Trouxe-o para compartilhar com vocês um pouquinho de sua companhia ...
Que saudade das músicas de letra simples, mas que entendiam com muita facilidade a difícil linguagem do nosso complicado coração!







Saudosa Maloca
(Adoniran Barbosa)


Si o senhor não tá lembrado
Dá licença de contá
Que aqui onde agora está
Esse edifício arto
Era uma casa véia
Um palacete assobradado
Foi aqui seu moço
Que eu, Mato Grosso e o Joca
Construimos nossa maloca
Mais, um dia
nois nem pode se alembrá
Veio os home cas ferramentas
O dono mandô derrubá
Peguemos tudo as nossas coisa
E fumos pro meio da rua
Preciá a demolição
Que tristeza que nóis sentia
Cada táuba que caía
Duia no coração
Mato Grosso quis gritá
Mas em cima eu falei:
Os homi tá cá razão
Nós arranja outro lugá
Só se conformemos quando o Joca falou:
"Deus dá o frio conforme o cobertô"
E hoje nóis pega a páia nas grama do jardim
E prá esquecê nóis cantemos assim:
Saudosa maloca, maloca querida,
Que dim donde nóis passemos dias feliz de nossa vida


Fonte: http://letras.terra.com.br/adoniran-barbosa/43969/


sexta-feira, julho 9

Chuva de saudade (Presente do meu amigo Tenório. Obrigada!)


 
"Minha barragem de emoções
Já está pela sangria
Não cabe mais no peito
Mas, se isto for defeito
Não culpo a engenharia
Ela tem capacidade
É que uma chuva de saudade
Cai em mim todo dia"!

Poesia: José Tenório 

Quando a poesia alça voo...




Meus "versos,"
São voos rasantes que faço
Sem régua e sem compasso
Sem querer me perder
Na imensidão do espaço
Não busco o infinito
O voo só é bonito
Quando a vista
alcança o pássaro.

Texto: José Tenório
Imagem: Google

terça-feira, julho 6

Maturidade


O encantamento à existência humana está muito ligado aos acontecimentos diários, quer sejam corriqueiros ou inusitados, são os episódios que nos ajudam a escrever a história de tudo o que somos e sentimos. A cada acontecimento, um capítulo!

Aos fatos triviais podemos atribuir a nossa maturidade. É por meio da prática que somos aperfeiçoados. Por esse motivo não reclamo de ter que realizar a mesma atividade repetidas vezes.
Há quem reclame da rotina, mas, é ela quem nos ensina a executarmos com agilidade todas as nossas tarefas desde as mais simples às mais complicadas. Tanto exercitamos, até o dia em que aprendemos.

De simples, classifico aqueles hábitos do tipo, beber água. Fui ensinada quando ainda criancinha a ingerir muita água. Para alguns, parece trivial. Não o é. No meu caso em especial, a água é uma substância insubstituível. Facilmente posso beber 3litros de água por dia, isso ajuda bastante a minha saúde.

Para falar do inusitado, nem precisamos citar situações catastróficas. A ignorar os dramas da vida, rotulo de inusitado o dia em que você pede demissão do seu trabalho e, seu superior lhe  oferece uma promoção seguida de um aumento salarial. Embora, à sua frente esteja exatamente o que você sonhou, uma sensação surpreendente torna a sua expressão abobalhada. O espanto acontece mesmo que você esteja a lutar por esse reconhecimento ou oportunidade há meses ou anos, porque nem sempre, os nossos sonhos são factíveis. A maturidade me deu uma grande lição: “Conquanto eu seja livre para sonhar, nem sempre estarei livre para realizar o que sonhei”. Já abri mão de anseios diversos, pela convicção que tenho do meu, às vezes, súbito limite.

Lições que nos mostram os nossos limites, nos são aplicadas desde a infância. Talvez não se lembre que ganhou uma bicicleta, examente no dia em que seu pai foi transferido pela empresa para uma outra cidade e precisaram se desfazer de todos os pertences, inclusive do seu tão sonhado presente.
Esse aprendizado, não nos ensina a perder o que sonhamos, mas nos ensina a abrir mão daquilo que no momento não podemos possuir. Um dia com a conquista do amadurecimento, você aprende que por vezes faz-se necessário abrir mão de alguns dos seus anseios.
Esse momento é considerado uma travessia, é quando você enxerga o outro lado da ponte e entende que precisa atravessar.
Lya Luft chamaria de múltipla escolha. Diria que podemos ser heróis, guerreiros, realizadores, condenados, conduzidos ou fracassados e, completaria: “Basta parar de vez em quando para, pensar e decidir até onde pode se decidir: Sim, eu assumo... Não, eu não quero... Sim, eu vou abrir aquela porta e enfrentar o que vem depois dela”.
No impasse está o que eu chamaria de encantamento.
Enxergarmos as possibilidades de escolhas nos tornará mais agradecidos à vida e, a certeza de que teremos sempre a oportunidade de optar qual o caminho a seguir, certamente nos fará melhores a cada dia, por sabermos que as atitudes foram exatamente as que pudemos tomar.
É que... “No fundo a gente sabe: Eu sou esse não saber direito coisa alguma, mas vou em frente e me esforço e luto e me entrego e, sou terno ou zangado, sou absurdo, mas esta é a minha vida e estas são as minhas decisões. Algumas delas. (...) Essa é a nossa vida, a nossa múltipla escolha, até o último instante – se tivermos fervor e audácia, ou lucidez”.

Célia Regina Carvalho

Citações: Lya Luft, Veja, ed.2172, pag.24.
Imagem: Meme

domingo, julho 4

O que não sei ser...




"Não sei e não quero aprender a ser solidária aos covardes.
Movo-me pela coragem"!

Frase: Célia Regina Carvalho
Imagem: Google

sábado, julho 3

Fazes bom uso de ti




"Há de existir um momento em que tu precisarás de tua companhia...
Fazes bom uso de ti.
Sim! Porque, tu és a melhor de todas as presenças nesse Universo"!


Célia Regina Carvalho
Em, 03 de julho de 2010.
Imagem: Meme Vanessa Class (http://meme.yahoo.com/vanessaclass/p/OMQs2j8/)

sexta-feira, julho 2

Travessia



Atenta às imagens dos desastres causados pelas fortes chuvas nos estados de Alagoas e Pernambuco, transmitidas por todos os canais da televisão brasileira, lembranças vividas por mim, num passado não tão distante, fizeram-me refletir no quanto nós, seres humanos somos capazes de nos reerguer em meio às adversidades que a vida no impõe.

Na internet visualizei imagens de pessoas desesperadas e maltrapilhas com as mãos estendidas à espera de alimentos. Outras choravam por terem perdido a referência de suas vidas que estava representada nas suas casas, mobílias, vestimentas, sapatos, livros, alimentos e até nos brinquedos das crianças.
Concluo: “Como é cruel a realidade de quem perdeu algo ou alguém sem aviso prévio”!

Para quem perdeu sua casa, seus filhos, companheiro ou companheira, bens de valor ou aqueles papéis que você nem imaginava que possuia até perdê-los, o sentimento é desesperador! Sobretudo, a falta de referência é a pior de todas as perdas.
Acordar sem um teto, sem uma cama com um travesseiro macio ou não,  para repousar a cabeça é de uma crueldade inenarrável. Somente quem vive ou viveu experiência semelhante, sabe do que se trata.

Todavia, com propriedade, posso afirmar que se não há nada a ser comparado à dor da perda de suas referências pessoais, também posso afirmar que não há nada melhor do que se dá uma nova chance.
Fazer uso dessa condição de perda absoluta e começar uma nova vida, escrever novas páginas de sua existência, fazer algo que não o faça lembrar-se do que já viveu sem se deter no que possuiu, é muito melhor: Posso garantir!
O momento de começar outra vez, tem a ver com você. Unicamente com você.
É uma nova história. Um novo momento de reencontro com Deus e com a vida!
Será um momento de conhecer novas pessoas. Preservar as amizades que permaneceram ao seu lado, mas principalmente, permitir que novos amigos e amigas e, até novos amores se aproximem de você.

É isso, há tempo. Haverá tempo até o final. Começaremos novas histórias, tantas  quantas  forem necessárias. Recomeçaremos toda vez que for preciso. Mas, não nos deixaremos abater e não desistiremos  porque: “Há um tempo em que é preciso abandonar as roupas usadas, que já tem a forma do nosso corpo, e esquecer os nossos caminhos que nos levam sempre aos mesmos lugares. É o tempo da travessia. E, se não ousarmos fazê-la, teremos ficado, para sempre, à margem de nós mesmos" (Fernando Pessoa). E, o momento de perdas é uma excelente oportunidade para travessia. Façamo-la!
Artigo: Célia Regina Carvalho
Imagem: Google