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quinta-feira, agosto 12

É aqui, o lugar onde me encontro...




  Do mirante que atravessa o Velho Chico, eu posso ver a ponte que divide dois estados (BA/PE) e, por trás dela, vejo o nascer do sol.
De tão belo que é o nascer do sol a iluminar as águas do Velho Chico, penso que seja o cenário mais perfeito do mundo.
Por baixo daqueles raios, águas calmas avançam silenciosamente em direção ao mar. É ai que me encontro e, descubro o porquê da minha identificação com o Rio São Francisco. Embora, tenha nascido em plena capital paulista, não me encontro confortável em meio ao agitado e poluído trânsito de São Paulo.
Talvez, por esse motivo, depois dos 11 anos de idade, eu não tenha conseguido passar em São Paulo, mais do que poucas horas à espera de um próximo vôo em seus aeroportos.
Gosto mesmo é de ouvir o canto dos pássaros que acordam junto comigo.
Gosto mais ainda, é de saber o quanto me pareço com o Velho Chico:
“Posso até me agitar, ás vezes, mas a minha agitação é sempre silenciosa. Posso saltar de uma cascata, cair inteira para, em seguida, abraçar o mar”!
Visitar o Velho Chico bem cedinho, quando o sol está a iluminá-lo é mais do que vislumbrar uma bela paisagem, é mais ainda, assistir a uma parte de mim que corre através das águas do mais forte e resistente rio desse país, chamado Brasil.

Célia Regina Carvalho