sábado, março 5

A vida é mesmo assim




A vida é mesmo assim, cheia de novidades. Ora agradáveis, ora desagradabilíssimas.
Coisas que você jamais imaginou querer ou fazer na vida passam a ser prioridades.
Quer sejam questões simples ou complexas, vez por outra, nos flagramos fazendo exatamente aquilo que condenamos nas outras pessoas a vida inteira.
Essas novidades chegam de maneira tão sutil, que quando menos percebemos, já estamos encurralados. Tipos de roupas e sapatos, amizades, trabalho, relacionamentos amorosos, relações políticos sociais, enfim, a verdade é que somos capazes de nos surpreender naquilo que jamais imaginávamos.
Isso, não serve apenas para questões banais, serve também para assuntos importantes, incluindo, relacionamentos amorosos.
Quando casada com o pai dos meus filhos e filhas, entendia  amá-lo tanto que jamais, nem a “vaca tossindo” eu seria capaz de me apaixonar outra vez. Não tratava da minha capacidade de amar, mas, de certo, da intimidade que existia entre nós, ou simplesmente em conseqüência da minha pouca idade (26 anos), eu não sabia ainda, do quanto somos capazes de nos reinventarmos.
A verdade é que aquela menina-mulher que tinha o entendimento que homem só um, que casamento duraria até o fim dos meus dias, passou a entender que uma só é a vida. Depois dessa, desconheço o que virá, portanto, preciso mesmo é respeitar meus limites nessa existência. Cada um deles.
Preciso perceber quando não mais suportar a dor e, quando a tristeza não couber  mais em meu peito. Tenho de intuir quando uma determinada tarefa chega ao fim,  quer seja na vida profissional ou amorosa.
Relações amorosas não podem ser comparadas a concursos públicos. Ninguém pode pretender um cargo vitalício na vida de outrem sem que o outro o convide, permita e aceite de bom grado.
Não tive muitos relacionamentos, na verdade foram poucos, mas, suficientes para me fazerem entender determinadas verdades, para mim, absolutamente aceitáveis.
Estou a viver no momento, o melhor de todos os meus relacionamentos amorosos. Não me recordo se já fui feliz assim, até mesmo em outra vida, porém, a maturidade me dá a clareza de que posso ampliar a capacidade de amar o quanto queira. Não importa se hoje ou daqui a mais 50 anos, sei que a vida me dará sempre a oportunidade de ser feliz, mesmo que para isso tenha de quebrar paradigmas, restabelecer conceitos, inventar novos amores  e até me vestir de Chacrinha e dançar o rebolletion. 
De uma coisa estou certa, estarei sempre de malas prontas para as novidades todas que a vida quiser me apresentar. 
É que...
"Para viver o que vale mesmo é ser feliz, o resto a gente inventa".

Categoria: Crônica
Autor (a): Célia Regina Carvalho


6 comentários:

  1. olá minha rica
    é sempre muito gratificante
    ler tuas palavras
    eu como tu acredito sempre
    nas possibilidades de ser feliz
    num importa a idade
    sempre é tempo para ser feliz

    um beijo enorme minha rica

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  2. Juci, amiga... Como sinto a sua falta! Bom demais da conta saber que você está por perto, bela! Bjus

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  3. Estar disponível a novas experiências é sempre agradável, principalmente para descobrir novos sentimentos que tu nunca imaginou existir.

    Fico bem feliz por ter encontrado outra felicidade... e que venha outras tantas.

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  4. É isso aí Célia!

    Da vida só sabemos da vivida. Então, vamos viver e beber essas experiências com paixão.

    Bjs

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  5. A felicidade virá smepre, Folhetim. E, eu estarei atenta. Um bju

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  6. Oi, Zé... Amo-o! É isso ai... Uma vida de cada vez. Bjos

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