Nos últimos dias os meios de comunicação têm
dado uma atenção especial ao tema, “Aborto”. Atribui-se ao atual momento em que vivemos no
Brasil, decorrente do Processo Eleitoral que na esfera presidencial alcançou um
segundo turno, o que penso, seja providencial, pois no momento em que, de
alguma maneira mudaremos o governante desse país, os eleitores devem mesmo,
pensar até duas vezes caso, entendam ser necessário.
Referindo-se ao aborto, óbvio, que não saberei
dizer ao certo, quantos jornalistas famosos ou pessoas que vivem no anonimato,
sabem de fato a importância do aborto para a vítima do abuso sexual,
principalmente quando essa, tem apenas entre 6 a 10 anos de idade.
Não faço aqui, uma campanha para o aborto, menos
ainda ergo-lhe uma bandeira favorável, pretendo apenas lembrar aos “opinantes” e
“doutores” do momento que, para a mãe de uma criança com apenas oito anos de
idade que sofreu um abuso sexual por parte do pai, padrasto, tio, vizinho ou
estranho, certamente o tema “Aborto” não é um assunto fácil de ser debatido.
Precisamos debater sim, o “Aborto”, sobretudo,
por meio de audiências públicas nas quais os principais agentes sejam vítimas
diretas de estupros. Se, não bastasse conviver com os traumas profundos
causados pelo abuso sexual, ter de conviver com o fruto dessa desventura,
penso, que para vítima seja muito pior.
Meus filhos e filhas são frutos de um amor. Quis
tê-los. Cada um deles. Porém, considero que não seria para mim confortável,
ouvir estranhos discutindo os meus sentimentos sem ao menos perguntarem a minha
opinião, caso, um dos meus filhos ou filhas, viessem de um estupro.
Precisamos discutir e combater a Violência
Sexual contra a Criança e o Adolescente que acontece na maioria das vezes em
suas próprias casas com mais atenção, sensibilidade e coração. Pulamos as etapas, a
pedofilia avança no País em alta escala! Mas, o que fazemos?_ Ignoramos o abuso
sexual. Agora, em meio a um Processo Eleitoral quando as atenções reais não
alcançarão de fato vítimas de estupro, queremos discutir e impor as nossas
opiniões sobre o aborto sem ao menos considerar os motivos que levaram os pais
(na maioria das vezes a mãe) de crianças vítimas de tamanha atrocidade, pedirem
aos que fazem as leis desse País, que autorizem o aborto para casos isolados.
Célia Regina Carvalho
Categoria: Cronica
"Combater a Pedofilia deverá ser principal ponto de pauta, antes que chegue a necessidade de debater a realização do Aborto"!







