sábado, abril 17

CON TE PARTIRÒ - ANDREA BOCELLI

PER AMORE - ANDREA BOCELLI


Il Mare Calmo Della Sera (O mar calmo da noite)- Andrea Bocelli

Non so cosa sia la fedeltà,           Não sei dizer com certeza

la ragione del mio canto               Qual a razão do meu canto

che resistere non può                   Que não pode resistir

ad un cosi dolce pianto                A um choro tão doce

che mutò l'amore mio.                 Que mudou o meu amor


E se anche il sorgere del sole        É se como o surgir do sol

ci trovasse ancora insieme,           Nos encontrássemos ainda juntos

per favore dimmi no,                   Por favor diga me não

rende stupidi anche i saggi           Se rende aos estúpidos e aos sábios


l'amore, amore mio.                  O amor, meu amor

Se dentro l'anima                      Se dentro da alma

tu fossi musica,                        Você fosse música

se il sole fosse dentro te,          Se o sol estivesse dentro de você

se fossi veramente                    Se estivesse mesmo

dentro l'anima mia,                   Dentro da minha alma


allora si che udir potrei          Então sim, que poderei ouvir

nel mio silenzio                     No meu silêncio

il mare calmo della sera.         O mar calmo da noite

Però quell'immagine di te         Mas, aquela imagem sua

cosi persi nei miei occhi          Tão perdida nos meus olhos

mi portò la verità,                  Trouxe-me a verdade:

ama quello che non ha           Ama aquilo que não tem

l'amore, amore mio.              O amor, meu amor

Se dentro l'anima                 Se dentro da alma

tu fossi musica,                   Você fosse música

se il sole fosse dentro te,    Se o sol estivesse dentro de você

se fossi veramente              Se estivesse mesmo

dentro l'anima mia,             Dentro da minha alma

allora si che udir potrei      Então sim, que poderei ouvir

il mare calmo della sera.    No meu silêncio

nel mio silenzio                  O mar calmo da noite

il mare calmo della sera.

CARTA DE OLGA BENÁRIO À ANITA GARIBALDI E CARLOS PRESTES

“Queridos:

Amanhã vou precisar de toda a minha força e de toda a minha vontade. Por isso, não posso pensar nas coisas que me torturam o coração, que são mais caras que a minha própria vida. E por isso me despeço de vocês agora. É totalmente impossível para mim imaginar, filha querida, que não voltarei a ver-te, que nunca mais voltarei a estreitar-te em meus braços ansiosos. Quisera poder pentear-te, fazer-te as tranças - ah, não, elas foram cortadas. Mas te fica melhor o cabelo solto, um pouco desalinhado. Antes de tudo, vou fazer-te forte. Deves andar de sandálias ou descalça, correr ao ar livre comigo. Sua avó, em princípio, não estará muito de acordo com isso, mas logo nos entenderemos muito bem. Deves respeitá-la e querê-la por toda a tua vida, como o teu pai e eu fazemos. Todas as manhãs faremos ginástica... Vês? Já volto a sonhar, como tantas noites, e esqueço que esta é a minha despedida. E agora, quando penso nisto de novo, a idéia de que nunca mais poderei estreitar teu corpinho cálido é para mim como a morte. Carlos, querido, amado meu: terei que renunciar para sempre a tudo de bom que me destes? Conformar-me-ia, mesmo se não pudesse ter-te muito próximo, que teus olhos mais uma vez me olhassem. E queria ver teu sorriso. Quero-os a ambos, tanto, tanto. E estou tão agradecida à vida, por ela haver me dado a ambos. Mas o que eu gostaria era de poder viver um dia feliz, os três juntos, como milhares de vezes imaginei. Será possível que nunca verei o quanto orgulhoso e feliz te sentes por nossa filha?

Querida Anita, Meu querido marido, meu garoto: choro debaixo das mantas para que ninguém me ouça pois parece que hoje as forças não conseguem alcançar-me para suportar algo tão terrível. É precisamente por isso que me esforço para despedir-me de vocês agora, para não ter que fazê-lo nas últimas e difíceis horas. Depois desta noite, quero viver para este futuro tão breve que me resta. De ti aprendi, querido, o quanto significa a força de vontade, especialmente se emana de fontes como as nossas. Lutei pelo justo, pelo bom e pelo melhor do mundo. Prometo-te agora, ao despedir-me, que até o último instante não terão porque se envergonhar de mim. Quero que me entendam bem: preparar-me para a morte não significa que me renda, mas sim saber fazer-lhe frente quando ela chegue. Mas, no entanto, podem ainda acontecer tantas coisas... Até o último momento manter-me-ei firme e com vontade de viver. Agora vou dormir para ser mais forte amanhã. Beijos pela última vez.

Olga.”

quinta-feira, abril 15

A CHORAR, SIGO...



Choro às vezes...
Quando sinto saudade
Quando sinto dor ou tristeza
E, choro também de felicidade!

É que chorar lava-me a alma
Leva-me ao descanso
Conduz-me ao silêncio de mim mesma
E, é quando posso me ouvir melhor.

Ouço de mim, as mais sinceras lamentações...
Ora exageradas, ora acertadas...
Umas breves, outras longas...
Mas, em geral são sinceras.

É quando choro que percebo a existência do outro...
Que sinto a solidão de quem não aprecia a si mesmo...
E que sinto, o quanto a vida pode ser bela para uns...
E, tão cinzenta para outros.

Gosto de sorrir
Todavia valorizo o chorar
É como se, parte de mim
Fosse só saudade enquanto a outra, só felicidade.

Célia Regina Carvalho
Salvador, em 15 de abril de 2010.

UM BASTA Á VIOLÊNCIA DOMÉSTICA: EU POSSO!

A cada 3 segundos uma mulher é vítima da violência doméstica no Brasil. Entre milhares de casos registrados, 70% tem origem nas suas casas. Ou, pior, são praticadas por seus parceiros.

A violência doméstica tomou uma dimensão que parece, às vezes, incontrolável. Parece-se com algo que jamais terá fim. Que o digam as mulheres que estão nesse exato momento, sob a mira de um agressor. E, antes que sejam criticadas por não reagirem ao primeiro “bofete”, leve-se em consideração que a maioria da violência é oriunda dos parceiros e, é indispensável, levar em consideração alguns pontos de grande valor:

1. Nós mulheres, a maioria, casamos por amor. O sentimento está acima de quaisquer outros motivos que sejam. É uma questão cultural. Não só no Brasil, como no mundo. Até existem países que não pregam o amor em primeiro lugar, mas, de alguma maneira, nós mulheres sofremos algum tipo de imposição social para o matrimônio;

2. Sempre que algo é imposto, torna-se prisional ou, no mínimo, pré-estabelece limites;

3. Para nós mulheres, amar não é uma imposição, mas, uma condição para iniciarmos uma relação a dois. Quer seja na relação hétero ou, homossexual;

4. Na relação a dois, sem que haja violência já nos colocamos num determinado limite de movimentação;

5. Quando a violência chega, já nos encontra limitados;

6. A violência por sua vez:

a) Destrói a nossa auto-estima;

b) Frustra o sonho de sermos felizes com a pessoa amada;

c) Leva-nos a descrença em relacionamentos, uma vez que, nos ensinaram: “seremos felizes até que a morte nos separe”;

7. Aspectos sociais:

a) Vivemos ainda, numa sociedade retrógrada, em que mulheres solteiras, divorciadas, viúvas ou separadas representam ameaça para as casadas;

b) Homens ainda são sinônimos de estabilidade financeira e inclusão social, equivocadamente, diga-se de passagem;

c) Embora, preenchamos mais espaços nas universidades, ainda não somos a maioria em cargos de chefia e, os nossos salários continuam menores que as remunerações masculinas;

d) Mesmo preparadas por universidades, quando ascendemos profissionalmente, ainda querem nos atribuir “apadrinhamentos”;

8. Pontos de vista familiar:

a) As nossas mães foram ensinadas a permanecerem casadas, mesmo debaixo de TODO e QUALQUER tipo de violência;

b) Os nossos pais praticavam violência e não recebiam punição alguma;

c) Nossos pais receberam a formação doméstica retrógrada que ora, tentam nos impor;

d) Nossas famílias não acreditam na justiça brasileira. Atribua-se a isso, tudo o que não viram ser penalizado.

Todos os pontos, acima citados, além de centenas de outros (individualizados), somados, deixam mulheres e crianças, cercados no limite da violência doméstica.

Superar a violência quando essa é doméstica, não é uma tarefa fácil. A história de um país marcado pela escravatura de homens e mulheres, justificada, por terem em sua melanina, substância diferente dos europeus. Um país que censurou o voto de mulheres. Que fechou, por décadas, os olhos para a violência praticada contra mulheres como Maria da Penha, por vezes não nos estimula.

Todavia, nós mulheres brasileiras, já superamos tantas outras e, acredito: superar mais uma das faces da violência doméstica, dentre muitas, é possível.

Para isso, precisamos encontrar dentro de nós, os sonhos que sonhamos quando meninas. Quando imaginávamos que era possível um mundo cor de rosas, desde que as plantemos . Um mundo que tenha um mar com cores azuis e verdes. Com campos verdejantes. Com pássaros que cantarolam ao nascer do dia e, por fim, com um dia que seja o nosso dia. Com uma história que seja a nossa história, escrita por punhos próprios e, no dia em que não mais concordamos ou, acreditarmos nela, possamos apagar com a borracha que perdoa, apaga e esquece ofensas.

Façamos uso dos nossos sonhos de meninas e, quantas vezes precisarmos, escreveremos quantas histórias queiramos. Está dentro de nós o desejo e a vontade de sermos felizes. Precisamos mesmo é escutar a nossa própria voz. Tenho certeza: “nos conhecemos melhor que qualquer pessoa, por mais próxima que pareça ser. Amamo-nos mais do que qualquer outra pessoa. Queremos-nos bem, mais do que qualquer pessoa".

Célia Regina Carvalho
Salvador, em 15 de abril de 2010.

VIOLÊNCIA DOMÉSTICA CONTRA A MULHER: COMBATA ESSA PRÁTICA


O Ligue 180 registrou, de janeiro a dezembro de 2009, 401.729 atendimentos, o que representa um aumento de 49% em relação a 2008, quando foram contabilizados 269.977 atendimentos.

A Central de Atendimento à Mulher - Ligue 180 é um serviço que foi implantado em 2005 pela SPM (Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres). Trata-se de uma central de atendimento telefônico que funciona ininterruptamente, inclusive finais de semana e feriados. A ligação é gratuita e pode ser feita a partir de qualquer local do país.

Parcela significativa do total de atendimentos refere-se à busca por informações sobre a Lei Maria da Penha (Lei nº 11.340/2006), que registrou ao longo do ano passado 171.714 atendimentos, contra 117.546 em 2008, o que corresponde a um crescimento da ordem de 47%.

Segundo o documento divulgado pela SPM:
"Dos 40.857 relatos de violência, a maioria dos agressores são os próprios companheiros. Do total desses relatos, 22.001 foram de violência física; 13.547 de violência psicológica; 3.595 de violência moral; 817 de violência patrimonial; 576 de violência sexual; 120 de cárcere privado; 34 de tráfico de mulheres; 8 de negligência; e 154 outros. Na maioria das denúncias/relatos de violência registrados no Ligue 180, as usuárias do serviço declaram sofrer agressões diariamente (70%).

De acordo com a ouvidora da SPM, Ana Paula Gonçalves, a veiculação em rede nacional da campanha institucional ‘Uma vida sem violência é um direito de todas as mulheres’, lançada em novembro passado para divulgar o Ligue 180, é um dos responsáveis pelo aumento na demanda, junto a maior divulgação da Lei Maria da Penha.

Melhorias tecnológicas e capacitação dos atendentes também são apontadas como motivos para o acréscimo nos atendimentos da Central. No ano passado, ao completar quatro anos de funcionamento, o Ligue 180 teve sua estrutura de atendimento ampliada, passando de 20 para 50 pontos de atendimento. A Central também passou a funcionar por meio da tecnologia VOIP - Transferência Direta de Chamadas –, que permite sistematizar automaticamente os dados das chamadas recebidas (data, local de origem, hora e duração da chamada).

Chamada Ativa - Foi implementado, ainda, o sistema de “chamada ativa”, para a geração de chamadas a partir da Central, viabilizando o acompanhamento das denúncias junto aos órgãos a que estas foram encaminhadas, bem como o monitoramento da Rede Especializada de Atenção à Mulher Vítima de Violência (DEAMs, Centros de Referência, Casas Abrigo, Juizados Especializados, Defensorias da Mulher). Para tanto, a Central contará com 60 canais para geração de chamadas."

Fonte: http://www.agenciapatriciagalvao.org.br/
Foto: http://acordabrasil.files.wordpress.com/2008/08/violencia-contra-a-mulher.jpg.

Como se manter sã em tempos de crise

Não deixe que o período de crise abata sua autoestima. O mundo do trabalho passa por turbulências, mas especialistas e mulheres que já enfrentaram e venceram desafios ensinam a segurar a onda em meio à maré baixa

Melissa Diniz

Desde o ano passado, a crise financeira mundial domina as manchetes. No Brasil, de dezembro de 2008 a janeiro de 2009, o índice de desempregados chegou a 13,1% – o maior aumento já registrado para esse período desde 1998, segundo pesquisa da Fundação Seade do Departamento Intersindical de Estudos Socioeconômicos (Dieese). Esses são os fatos. O modo como cada uma de nós lidará com eles é que vai fazer a diferença, impedindo que o clima de insegurança comprometa a saúde, as relações e a autoestima. “O lado bom da crise é que ela destrói ilusões e desperta para a realidade”, afirma a psicanalista Márcia Tolotti, de Caxias do Sul (RS), consultora de endividamento e autora do livro AS ARMADILHAS DO CONSUMO (EDITORA CAMPUS). Na opinião dela, “sempre corremos o risco de perder o emprego, o marido, a saúde ou os filhos, mas vivemos na ilusão da segurança e, quando isso desaba, ficamos enfraquecidas”.

Segundo Márcia, do ponto de vista emocional, é mais sábio aceitar que a vida tem mesmo uma dose de incerteza, assim criamos jogo de cintura para lidar com mudanças que estão fora do nosso controle. Do ponto de vista financeiro, a ordem é reduzir o consumo, cancelar serviços e privar-se de alguns prazeres. Os cortes são mais rigorosos para quem perde o emprego ou fontes de renda, mas para todos vale a regra de poupar 30% dos ganhos – assim ninguém é pego de surpresa na fase das vacas magras.

As dificuldades materiais geram perda de conforto e de status. Quem supervaloriza a posição social sofre mais com as oscilações. “Quando nossa autoimagem está muito ligada à forma como os outros nos veem, nos tornamos reféns disso”, alerta Márcia. Para ela, esse é um dos aspectos do endividamento: a pessoa insegura acredita que, se aparentar ter dinheiro, seus problemas serão resolvidos; aí, compra mais do que pode e do que precisa. Hoje, esse comportamento é insustentável. "Moradia e alimentação são despesas fundamentais. O restante pode ser administrado conforme a necessidade – definir prioridades é decisivo”, diz a psicanalista.

Fonte: http://claudia.abril.com.br/materias/3550/?sh=28&cnl=24&sc=

SEI

Conheci a solidão de quem perde um amor
Conheci a solidão de quem sabe o que é calar quando se sente uma dor
Conheço a felicidade de ser ter um amor
Conheço o que é ser feliz por encontrar um novo amor

Não sei o que seja desistir de se ter uma nova paixão
Não sei o que seja não se querer uma nova ilusão
Não sei o que seja amar sem excitação
Não sei o que seja o amor sem uma leve alucinação

Sei o que é gostar
Sei o que é desejar
Sei bem o que seja se apaixonar
Sei muito bem o que seja saber amar

Saber gostar
Desejar o gostar
Gostar de se apaixonar
Tudo isso...
Conheci quando decidi te amar.

Célia Regina Carvalho
Salvador, 15 de abril de 2010.

domingo, abril 11

A LIBERDADE, SIM, A LIBERDADE! (Álvaro de Campos)

A liberdade, sim, a liberdade!
A verdadeira liberdade!
Pensar sem desejos nem convicções.
Ser dono de si mesmo sem influência de romances!
Existir sem Freud nem aeroplanos,
Sem cabarets, nem na alma, sem velocidades, nem no cansaço!
A liberdade do vagar, do pensamento são, do amor às coisas naturais
A liberdade de amar a moral que é preciso dar à vida!
Como o luar quando as nuvens abrem
A grande liberdade cristã da minha infância que rezava
Estende de repente sobre a terra inteira o seu manto de prata para mim…
A liberdade, a lucidez, o raciocínio coerente,
A noção jurídica da alma dos outros como humana,
A alegria de ter estas coisas e, poder outra vez
Gozar os campos sem referência a coisa nenhuma
E beber água como se fosse todos os vinhos do mundo!

Fonte:http://casafernandopessoa.cm-lisboa.pt/index.php?id=2241
Foto: Xando Pereira