segunda-feira, dezembro 15

Retrospecto



Se eu tive de me superar em alguns momentos da vida, isso aconteceu quando não existiam portas ou saídas à minha frente.

Se eu tive de acreditar no impossível, o fiz quando nada me parecia crível ou, ninguém que me interessava, inspirava confiança.

Quanto mais eu tentava vencer os meus medos, mais terrores sobrevinham à mim.

Quanto mais eu pensava em acreditar na humanidade, parecia que sob uma regência invisível todos os meus amigos por algum motivo, tinham de se afastar.

Meus momentos de solidão foram tantos, que tive de aprender a conviver comigo mesma por horas que pareciam intermináveis. E, gostei muito!

Aprendi que posso ir além, tanto que nunca nem cheguei a imaginar.

Percebi que posso compreender e aceitar a ausência de amigos nos momentos que julgo mais necessários.

Entendi que estar em paz comigo mesma é o primeiro passo para viver em harmonia com as pessoas que amo e, principalmente com as que não amo também.

Mesmo quando a minha frente só havia escuridão, de algum lugar surgia uma luz que guiava-me os passos.

Mesmo quando meus amigos se ausentavam, eu sentia uma presença forte e constante ao meu lado a cada suspirar.

Quando todas as portas se fechavam, de alguma maneira eu era levada a saídas de paz! Isso, aconteceu por muitas vezes...

Reavaliando minhas escolhas, entendi que a maioria delas já estava nos planos de Deus, o que sem dúvida, me conduziram aos melhores caminhos, mesmo sendo os mais difíceis.

Quanto as escolhas que foram só minhas, considerando que Deus me deu o direito de fazê-las livremente, sinto pelas que me machucaram, mas, faço de cada uma, um proveitoso aprendizado. Algumas serão guardadas por toda a minha vida, enquanto outras serão descartadas por reconhecer que as minhas limitações podem me levar a caminhos que jamais gostaria de percorrer.

Atraio pois neste dia à memória, somente aquilo que me traz amor, gratidão, esperança, fé e perseverança.

Seguirei, pois, firme na certeza de que muito terei a aprender! Todavia, não deixarei faltar à minha bagagem, o amor, a fé e a perseverança. A minha longa e feliz caminhada após inúmeras derrotas e decepções, seguirá sem dúvida alguma com muitas e incontáveis vitórias!

Por enquanto, esse é o meu Retrospecto.

Célia Regina Carvalho
Categoria: Artigo
Imagem: Google


sábado, dezembro 13

Acreditar, um hábito a ser adotado!




Eu sempre soube que deveria acreditar, sem me importar com a situação, fosse ela qual fosse.

Cresci acreditando em mim! Acreditando nas pessoas e, sobretudo, acreditando em Deus!

Por mais que eu seja falha, sei que posso me superar!

Mesmo que algumas pessoas me decepcionem, sei que, posso acreditar na raça humana. De todo, não estamos perdidos! Pessoas de um modo geral, têm a capacidade de querer o bem do outro, isso para mim, já é um bom começo.

O que eu diria então, da capacidade de Deus em se aproximar do mais fraco e torna-lo forte, ainda que esteja em meio aos dissabores?

Como posso duvidar de um Deus que, sem precisar fazer barulho, abate o exaltado sem, contudo, negar-lhe seu amor?

Algo que sempre me impressiona, é a maneira como Deus consegue se fazer presente na hora exata em que precisamos do seu amor, da sua provisão e do seu cuidado.

Vivencio desde a minha infância, momentos especiais no quais a minha fé se revigora ao ver materializada a provisão de Deus das mais diversas maneiras.

Essa provisão chega quando acordo disposta, mesmo que eu tenha adormecido pensando em nunca mais acordar.

Vejo a provisão divina chegar ao meu coração, quando sou capaz de sentir compaixão e me esforço para abrigar de algum modo, um desconhecido ou ainda, aquele que me deu as costas quando eu mais precisava.

Sei que é provisão do Pai, sobretudo, quando percebo que a minha saúde e da minha família é preservada de modo continuo e tão especial.

De maneiras diversas, vi chegar a provisão de Deus quando eu já agradecia pela ausência de uma infinidade de itens básicos à vida de qualquer  ser humano. Quando eu nem mais sofria por não possuir isto ou aquilo, Deus alegrava meu coração me fazendo perceber o quanto ele se importa comigo, em detalhes que ninguém mais se importaria.

Acreditar, passou então a ser o meu lema!

Hoje, já não é mais uma questão de escolha e sim, uma questão de hábito: Eu acredito!

Acreditar no gênero masculino, me trouxe um novo e maravilhoso casamento.
Acreditar nas mulheres e nos homens de modo geral, me trouxe novas e fantásticas amizades.
Acreditar em mim, foi o que me levou a lugares que jamais pensei ser possíveis.
Acreditar em Deus é o que me faz andar sem cansaço... Correr sem fadigas... Voar com asas, como se eu fosse uma águia que tem sempre uma visão de futuro e não se detém no passado.

Acreditar em Deus me traz, sobretudo, mesmo em meio a tantas guerras, paz ao coração e com os que me cercam, quer sejam amigos ou inimigos.

Por fim, sou capaz de acreditar, essa é a minha maior alegria!


Célia Regina Carvalho
Categoria: Artigo
Imagem: Google


sábado, dezembro 6

Confiar é o segredo da coragem!





Inúmeras vezes, parei para pensar o que haveria de diferente entre mim e as pessoas que eu julgava ser corajosas.

Esses questionamentos eram mais constantes na minha infância e adolescência. Cresci, ouvindo falar na coragem de homens e de mulheres das histórias bíblicas.

Os que mais me impressionaram por sua fé e coragem, estão no Velho Testamento: Abraão, Moisés, Josué, Josafá, Elias, Eliseu, Davi, Ester, Sara, Raabe...

Só mais tarde, eu ouviria falar de homens e mulheres da nossa atualidade: Mandela, Che Guevara, Carlos Prestes, Olga Benário, dentre outros...

Sempre que, na minha infância, eu ouvia falar na determinação de personagens bíblicos, ficava a imaginar: nunca chegará a minha vez de demonstrar ousadia tal. Até que, um dia eu tive de enfrentar de uma só vez: o medo, a violência, o desemprego, a discriminação, o preconceito, a inveja, o ódio, indiferença, a mentira e a depressão!

Eu já tinha lido e ouvido falar em muitas maneiras de se enfrentar o medo, mas, nunca tinha sentido quão grande e monstruoso ele pode se tornar se não o enfrentarmos.

Violência, desemprego, discriminação, preconceito, inveja, ódio, mentira, depressão entre outras infelicidades, não me alcançariam jamais, pensei nos meus dias de inocência!

Pronto! Aqui, estava eu. Com a cabeça cheia de histórias bíblicas e sentindo na própria pele os sentimentos que imagino, aquelas pessoas viveram quando tiveram de enfrentar seus próprios medos e decepções.

Nessas horas que duraram alguns anos, descobri o que eu tinha em comum com todos os heróis bíblicos: a confiança em Deus! Não foi automático, pressionei um botão e ali estava minha confiança, ao contrário, a cada violência sofrida, eu percebia que confiava em alguém maior do que eu.

Em meio ao desemprego, quando eu não tinha de onde tirar o meu sustento e dos meus quatro filhos, a providência chegava sem que eu precisasse negar a minha fé.

 A discriminação e o preconceito me açoitavam, mesmo assim, eu mantinha firmes os meus passos.

 Mentiras cruéis tentavam me distrair, mesmo assim, eu colocava diante de Deus cada uma delas para que ele mesmo me julgasse de acordo com a sua justiça.

 A depressão parecia um castigo, essa seria minha maior prova de resistência diante das adversidades! Tive então, de encontrar no mais profundo da minha alma, uma confiança que até eu mesma desconhecia!

Descobri em meio as adversidades que posso confiar em Deus! Além disso, descobri que posso acreditar em mim! No mais profundo da minha alma, existia uma força que nem eu mesma sabia dimensionar!

Soltei as cordas do medo. Fechei os olhos para o preconceito e discriminação! Ignorei as mentiras! Enfrentei o desemprego! Venci a depressão!

 Fui além, descobri que, posso adorar a um Deus capaz de percorrer comigo os mais espinhosos e difíceis caminhos, mesmo que a escolha de seguir por eles tenha sido somente minha.

 Aprendi, tais quais os heróis da fé que, ‘Confiar é o segredo da coragem’!

 Superados os obstáculos, aprendi que, enquanto confiar em Deus é uma questão de coragem, acreditar em mim é uma questão de escolha.

 Descobri, portanto, a fé me traz a coragem para confiar em Deus e, escolhi: posso acreditar em mim!



Célia Regina Carvalho
Categoria: Artigo






 

sábado, março 1

"De frente com a dor"...




"Muitas vezes, minhas lágrimas só desciam, desciam, desciam... Eu estava firme, mas, meus olhos deixavam escapar meus sentimentos"! Célia Regina Carvalho (frase)

domingo, março 24

Serenidade


“A vida me ensina todos os dias o quanto preciso praticar a serenidade desde o mais profundo de minh’ alma, como se fosse um hábito da minha própria natureza. Ainda que não o seja”...

Célia Regina Carvalho


A Voz do Silêncio

 
Pior do que a voz que cala,
é um silêncio que fala.

Simples, rápido! E quanta força!

Imediatamente me veio à cabeça situações
em que o silêncio me disse verdades terríveis,
pois você sabe, o silêncio não é dado a amenidades.
Um telefone mudo. Um e-mail que não chega.
Um encontro onde nenhum dos dois abre a boca.

Silêncios que falam sobre desinteresse,
esquecimento, recusas.

Quantas coisas são ditas na quietude,
depois de uma discussão.
O perdão não vem, nem um beijo,
nem uma gargalhada
para acabar com o clima de tensão.

Só ele permanece imutável,
o silêncio, a ante-sala do fim.

É mil vezes preferível uma voz que diga coisas
que a gente não quer ouvir,
pois ao menos as palavras que são ditas
indicam uma tentativa de entendimento.

Cordas vocais em funcionamento
articulam argumentos,
expõem suas queixas, jogam limpo.
Já o silêncio arquiteta planos
que não são compartilhados.
Quando nada é dito, nada fica combinado.

Quantas vezes, numa discussão histérica,
ouvimos um dos dois gritar:
"Diz alguma coisa, mas não fica
aí parado me olhando!"

É o silêncio de um, mandando más notícias
para o desespero do outro.

É claro que há muitas situações
em que o silêncio é bem-vindo.
Para um cara que trabalha
com uma britadeira na rua,
o silêncio é um bálsamo.
Para a professora de uma creche,
o silêncio é um presente.
Para os seguranças de um show de rock,
o silêncio é um sonho.

Mesmo no amor,
quando a relação é sólida e madura,
o silêncio a dois não incomoda,
pois é o silêncio da paz.

O único silêncio que perturba,
é aquele que fala.

E fala alto.

É quando ninguém bate à nossa porta,
não há emails na caixa de entrada
não há recados na secretária eletrônica
e mesmo assim, você entende a mensagem.


Marta Medeiros

sábado, junho 23

Originalidade



A verdade que aprendi com meus pais me leva a ter coragem de ser, falar e fazer o que penso.

Nem tudo que penso, faço ou exponho pode ser absolutamente correto do ponto de vista de algumas pessoas, mesmo assim, é o que entendo ser melhor para mim.
Pondero às vezes, quando percebo que posso ofender, magoar ou chocar quem está próximo, considerando que, a minha verdade, na maioria das vezes não será a verdade de outros, mesmo assim, procuro viver a minha e não a verdade dos outros. Chamo isso de originalidade!

Originalidade passa longe de uma grande parte da humanidade. Copiar, imitar, se omitir ou calar parece ser a melhor opção para quem não aprendeu a lição de casa, ensinada pelos pais, do quanto é valida e sempre atual a prática da verdade.

Somos o que somos!
Há quem diga que somos exatamente o que as pessoas veem. Assim, de que adianta a máscara, o fingimento, o faz de conta...?
Melhor é assumir a sua verdade e melhora-la se for o caso, mas, nunca, em hipótese alguma ignorá-la!

Originalidade é a palavra de ordem do momento. Pelo menos, para mim...

Célia Regina Carvalho

terça-feira, maio 29

80 anos do voto feminino: Petista convoca mulheres para que disputem eleições








Janete Pietá destaca avanços nas políticas de governo e partidárias


“Em primeiro lugar pela mini-reforma eleitoral que foi feita em 2009, onde todos os partidos deverão preencher a lista, no mínimo, de 30% de mulheres. Isto é muito importante, porque não poderá mais deixar a lista em branco como antigamente se fazia, então isso vai criar condições para que os partidos comecem a procurar entrosar nos seus quadros partidários a participação da mulher”.


Mulheres em pauta

Focada no Partido dos Trabalhadores, a petista destaca o fato da paridade, um exemplo mundial. “Quanto ao PT acho que estamos tranquilas, porque o PT é um dos partidos que tem mais presenças de mulheres, e nós aprovamos no último encontro do PT, a questão de que 50% , em todas a instâncias partidárias, tem que ser de mulher. Isto prepara as eleições, mas o que eu estou esperando para estas eleições é que haja um grande número, e eu estou estimulando, de presença de mulheres para serem candidatas a vereadoras, e espero também que as mulheres se preparem para serem candidatas ao executivo, a prefeitas, governadoras, como nossa presidenta Dilma é hoje a primeira mulher presidenta”.
No entanto, as pautas precisam ser ampliadas, como destaca Janete Pietá: “Para 2012 vou colocar agora algumas prioridades, que nós estamos levantando na reunião de líderes”.
Segundo ela, as mulheres devem conquistar ainda mais avanços. “A principal prioridade que foi cobrada na 51° Conferência da CEDAW realizada em Genebra, foi a participação da mulher no mundo do trabalho. É importantíssimo, porque sem o empoderamento político é muito difícil a mulher ter a participação em outros setores da vida, e lógico, queremos o fim do trabalho escravo, a PEC de 40 horas semanais, mas gostaria de ressaltar a PEC 30 da atual senadora Ângela Portela (PT-RR) que estabelece a licença maternidade obrigatória de 180 dias, já existe licença maternidade de 180 dias só que não obrigatória. Esta licença, pelo relatório da ex-deputada Rita Camata, foi ampliada não só para as gestantes, mas também para as mulheres que adotarem qualquer criança”.

80 anos do voto feminino

“É muito importante que as mulheres participem das lutas, uma vez que nós estamos completando este ano 80 anos do voto feminino no Brasil, é muito pouco tempo, mas vamos participar mais. Participe mais do PT, participe do núcleo, participe dos diretórios municipais, estaduais e também das discussões nacionais para que você possa ser uma grande militante petista, eu sei que você pode”, finalizou Janete Pietá.
(Fabrícia Neves – Portal do PT)

domingo, maio 27

Seis em cada 10 brasileiros conhecem alguma mulher que foi vítima de violência doméstica






No Brasil, muito embora, 91% dos homens dizem considerar que “bater em mulher é errado em qualquer situação”, dados reais e tristes nos alertam, “1. Seis em cada 10 brasileiros conhecem alguma mulher que foi vítima de violência doméstica; 2. Uma em cada cinco mulheres consideram já ter sofrido alguma vez algum tipo de violência de parte de algum homem, conhecido ou desconhecido;  3. Machismo (46%) e alcoolismo (31%) são apontados como principais fatores que contribuem para a violência. 
4. O parceiro (marido ou namorado) é o responsável por mais 80% dos casos reportados”.
Em tempo algum, mais ainda, em tempos de amplas conquistas nos diferentes espaços de poder, torna-se inadmissível aceitarmos que 46% dessa violência praticada contra nós, tenha sua motivação no machismo. Na verdade, não aceitamos qualquer motivação para justificar a Violência Doméstica praticada contra Mulheres.
A Violência contra Mulheres não alcança somente a mulher. Não se trata aqui de uma questão de gênero. A violência seja ela contra quem for deve ser reprovada. No caso da Violência Doméstica contra a Mulher é preciso enxergar que existem muitos desdobramentos capazes de alcançar gerações inteiras. A criança vitima de agressões praticadas por seu próprio pai, estará, certamente, muito mais vulnerável ao ciclo proposto pela Violência.
Um país que admite a Violência Doméstica como algo comum, não pode afirmar através de seus governantes que tem compromisso com a educação, com a saúde e menos ainda, com o social.
Estão na educação, na saúde e no social os mais expressivos e palpáveis resultados da Violência Doméstica. São setores interligados e capazes de dar mostras reais de índices que se traduzem na politica de paz ou não praticada nas famílias em toda a sociedade.
Há sempre algo mais que podemos fazer para combater a violência. Denunciar é uma atitude que deve ser assumida! O serviço de denúncia Ligue 180, específico para receber queixas de violência doméstica contra a mulher, registrou um aumento nos últimos anos.

Ainda assim, o medo continua sendo a razão principal (68%) para evitar a denúncia dos agressores. Em 66% dos casos, os responsáveis pelas agressões foram os maridos ou companheiros. O Ligue 180 registra 53% de risco de morte em relatos de violência contra as mulheres

Precisamos de governantes comprometidos com politicas públicas capazes de erradicar a Violência Doméstica contra a Mulher, todavia, precisamos muito mais, assumir o nosso papel como cidadãos responsáveis que somo pelo bem comum e denunciar diariamente os agressores da nossa história.

Artigo: Célia Regina Carvalho
Fonte: Agência Patrícia Galvão





terça-feira, dezembro 6

O Novo Tempo é Hoje!





Hoje, eu diria para quem quiser saber que estou feliz com a vida que "Papai do Céu" me deu!
Satisfeita, não, porque no dia em que eu estiver satisfeita posso parar de viver.

Essa vontade incessante e incontrolável da busca pelo novo me deixa sempre com a sensação que poderei ir alem e, assim, vou lutando, lutando, lutando...

Penso que seja isso!
Viver é se renovar a cada dia.
É também, contestar as adversidades!
É não se render as desventuras, mas, é sobretudo,  saber agradecer por cada dia vivido e as vezes vencido!

Tiro os pés da cama todos os dias com a certeza de que encontrarei o novo e, não só isso: conquistarei o novo!

Célia Regina Carvalho