Da
maturidade ... Permito-me olhar com menos ilusões, aceitar com menos
sofrimento, entender com mais tranqüilidade e, querer com mais doçura.
Das escolhas... Quando discuto com pessoas queridas, deixo-as ganhar. Escolhi
ser feliz ao invés de ter razão.
Do tempo... O tempo não cura tudo, aliás, o tempo não cura nada, ele apenas
tira o incurável do foco das atenções.
Da pressa... Eu tenho pressa e tanta coisa me interessa, mas nada tanto assim.
Das contravenções... Cometo pequenos crimes, sem culpa alguma: gosto de matar
saudades.
Dos vínculos... Aprendi que pessoas, muito mais que coisas, devem ser
restauradas, revividas, resgatadas e redimidas: jamais jogo alguém fora.
Das histórias... Abro os braços e fico na ponta dos pés. Tem dias que tiro para
contar quantas histórias cabem em uma idéia. Foi assim que aprendi a guardar o
tempo.
Dos desejos ... O meu maior desejo sempre foi o de aumentar a noite e tentar
enchê-la de sonhos.
Das mudanças... Não há lugar para onde correr: as mudanças, quando precisam
acontecer, sabem como nos encontrar.
Da superação... Depois de cada momento de fraqueza, meu coração prepara, em
silêncio, uma nova fornada de coragem.
Da lógica... Se, sou melhor apesar dos golpes duros da vida, posso ser melhor
ainda com os toques suaves na alma.
Das decisões ... Ou me quer e vem ou não me quer e não vem. Mas que me diga
logo pra que eu possa desocupar o coração.
Do aprendizado... Estou aprendendo com os rios, a me deixar levar pela
correnteza das águas, sem temer a queda livre das cascatas.
Do que acredito... Creio em tudo que me faz brilhar os olhos quando defendo.
Aliás, só defendo se me brilham os olhos.
Do que carrego... Tenho apenas duas mãos e todo o sentimento do mundo.
Motivos diversos trazem a delícia de sua arte aos
meus ouvidos.
Às vezes, quero esquecer algo. Outras, eu diria na
maioria das vezes, quero lembrar determinadas situações com maior intensidade.
Hoje, quis ouvir Mozart para esquecer algumas
certezas que não são ruins. É que, por vezes preciso fazer vistas grossas a realidades
não desejadas.
Ao tratar de realidades não desejadas, não abordarei
aqui decepções, frustrações, menos ainda desgraças. É exatamente ao contrário.
Refiro-me ao que a vida me traz de belo e maravilhoso e eu não posso ou não devo
aceitar no momento (Isso também é vida é real).
Ouço Mozart para lembrar que o tempo passa. Para
lembrar que a nossa vida, como diria Valéria Martins (Blog Pausa do Tempo) é
também uma questão de tempo.
As minhas escolhas diárias podem e sei que vão
excluir outras possibilidades. Essa é a via
crucis da nossa história.
Detenho-me na pausa que o tempo me oferece. Ouço Mozart
com olhos fechados, todavia com ouvidos abertos à música e ao que meu coração
me dirá.
Meu coração me dirá que nem sempre o que penso ser
bom, é o melhor para mim. Dirá ainda que nem sempre a franqueza me conduzirá à felicidade. Sei que muitas vezes, estive sincera
e honestamente equivocada, característica pertinaz à humanidade.
Ouvirei do meu coração que acertei muitas vezes.
Serei lembrada de quantas vezes, com ou sem escolhas, só podia acertar e assim o
foi: acertei.
Minhas lembranças me conduzirão à cada uma das vezes
em que tive tempo para decidir e, não fiz a melhor das opções.
Mas, se você me perguntar como fazer a escolha
correta, eu direi que isso só saberá após decidir. Ou melhor, que nunca saberá qual a melhor escolha
até decidir e provar dela. Porque, o certo do seu ponto de vista para hoje, poderá
ser a decisão reprovada por você no futuro.
E isso, você e eu somente saberemos após as
escolhas.
Diferentes vezes, optei por não plantar felicidade
momentânea para não colher infelicidade eterna. Tem um ângulo da vida que me alerta constantemente:
“A vida é muito mais que um momento”.
Sei que os
momentos felizes não podem ser desprezados, mas sei muito mais, que não quero
fazer da minha vida um só momento. Não
quero eternizar momentos que maculem as lembranças futuras que farão
parte da minha eternidade.
Palavras se transformam em ação.
Ações se transformam em hábitos.
Atos moldam meu caráter.
Caráter controla meu destino. (Paulo Coelho)
Ouço Mozart e penso quanto ainda terei à aprender através do silêncio que só a
música é capaz de produzir em minha alma!
"Eu nunca fui uma moça bem-comportada.
Pudera, nunca tive vocação pra
alegria tímida, pra paixão sem orgasmos múltiplos ou para o amor
mal-resolvido sem soluços.
Eu quero da vida o que ela tem de cru e de belo e não estou aqui pra que
vocês gostem de mim, mas, para aprender a gostar de cada detalhe que
tenho e seduzir somente o que me acrescenta.
Tenho uma relação de amor com a poesia e gosto de descascá-la até a
fratura exposta da palavra. A palavra é meu inferno e minha paz.
Sou dramática, intensa, transitória e tenho uma alegria em mim que quase
me deixa exausta.
Eu sei sorrir com os olhos e gargalhar com o corpo
todo.
Eu sei chorar toda encolhida abraçando as pernas. Por isso, não me
venha com meios-termos, com mais ou menos ou qualquer coisa.
Venha a
mim com corpo, alma, vísceras, tripas e falta de ar....
Eu acredito é em suspiros, mãos massageando o peito ofegante de saudades
intermináveis, em alegrias explosivas, em olhares faiscantes, em
sorrisos com os olhos, em abraços que trazem para vida da gente. Acredito
em coisas sinceramente compartilhadas.
E tenho medo de altura, mas não
evito meus abismos:
são eles que me dão a dimensão do que sou".
Texto: Marla de Queiroz (Publicado em: http://kroll-stos.blogspot.com/)
“Sejam vocês mesmas! Estudem cuidadosamente o que há de positivo ou
negativo na sua pessoa e tirem partido disso. A mulher inteligente tira partido
até dos pontos negativos. Uma boca demasiadamente rasgada, uns olhos pequenos, um
nariz não muito correto podem servir para marcar o seu tipo e torná-lo mais
atraente. Desde que seja seu mesmo.” (Helen Palmer)