Não me peça o impossível sou um ser peculiar... Dentro das
minhas crenças e em silêncio...construo meus caminhos... Não
ouso seduções sem que o coração permita... Sou diferente por
não querer ser comum...
Mara Olmedo do Blog Horizonte
Lilás continua conosco. Dessa vez, o papo será sobre alguns temas relacionados
diretamente a nos mulheres: BELEZA, SENSUALIDADE e PRÉconceitos são assuntos
que nos fazem pensar sempre um pouco mais sobre a nossa sociedade, por vezes,
lamentavelmente, retrógrada:
Acredito que vocês gostarão
do nosso papo.
Como
se manter BELA sem parecer vulgar, ou melhor, como não esconder a BELEZA e não
levar em
consideração PRÉ-conceitos?
As mulheres
conquistaram seu espaço em todas as áreas profissionais com competência,
habilidade, inteligência e Beleza.
Ser Bela sem ser
vulgar, é primeiramente ser inteligente. Gosto de um ditado popular que diz:
podemos esconder a inteligência, mas a “burrice” (me perdoe o burro, pois o
acho inteligente) essa não tem como esconder. Com a beleza feminina há uma
valorização da forma em detrimento do conteúdo. Mas há muitas mulheres Belas e
Inteligentes, por aí.
Do
seu ponto de vista, quando a SENSUALIDADE feminina atrapalha no desenvolvimento
profissional?
Provavelmente
irá atrapalhar se for apenas essa sensualidade midiática, Essa sensualidade da
aparência, usando artimanhas e poses caras e bocas e decotes e outros aparatos,
com certeza iram atrapalhar. Isso fica claro, visível, gritante e Lamentável.
Mesmo
com todas as conquistas das mulheres, ainda somos vistas como objeto de prazer.
Ainda somos “palavras-chaves” em comerciais produzidos para chamar a atenção de
homens. Um exemplo é a cerveja. Vista como uma diversão e, às vezes motivo para
desavenças entre os casais, a bebida alcoólica ainda usa como “mote” a figura
de uma mulher. Como não ser confundida com aquela “loira” ou com a “morena” do comercial, quando você é tanto
quanto ou mais bonita que uma ou outra?
Ao longo da história as mulheres deixaram sua
natureza sábia e selvagem, deusa, mulher
mistério, que gera, que sangra e não morre.
Foram para as praças queimaram soutiens, ergueram a bandeira da
igualdade, algumas queimadas em fábrica por reivindicarem: Igualdade. O gênero
masculino talvez tenha achado isso demais e de alguma forma a propaganda da
cerveja evoca nas entrelinhas a submissão da mulher como objeto de desejo,
fetiche, apenas (tornando-a vulgar), desse modo fica a impressão da reconquista
do espaço que Ele deixou.
Esse tema
deve ser estudado.
Muito
embora, esteja provado que a mulher estuda mais do que os homens, quando
mulheres inteligentes, porém, bonitas e sensuais ocupam espaços importantes,
são acusadas de terem envolvimento com um “suposto” superior. O que tem a dizer sobre isso?
(Risos! ) Acho que
houve mesmo uma época em que o assédio era uma moeda de troca, hoje é crime.
Ouvi muito falar que determinada atriz pra conseguir um papel deitou-se com o
diretor, que a secretária fazia hora-extra com o patrão etc...Mas hoje
principalmente em cargos públicos, há concursos ou seja a mulher que está lá
ela estudou muito teve que ter um caso
sim com sua Perseverança e determinação,
em outros cargos também não são só as
curvas que dão emprego e sim inteligência. Não digo que não
exista mais. Em nossa cultura ainda há um resquício da Lei de Gerson, levar
vantagem em tudo, e aí tem os tipos que independente do gênero vão querer ter
seu espaço dessa forma.
Bom, melhor
é conquistar seu espaço pela competência. Isso a fará Bela.
"O amor às letras, sobretudo àquelas que falam de sentimentos verdadeiros, é caracaterística tão rara em meio a uma sociedade agitadissíma que mal tem tempo para ler sobre as notícias do mundo, que quando cruzamos com pessoas como Mara Lúcia faz-se necessário parar tudo e dedicar um tempo maior, uma atenção especial aos nossos mais simples anseios.
Assim, resolvi que hoje teremos como convidada especial Mara Lúcia do blog Horizonte Lilás. Com Mara teremos um momento reflexivo chamado:
Gotas brilhantes na noite
Gostava de tantas coisas
dessas que se pode sonhar
Chuva de leve na face
Ventos de Pensamentos.
Cheiro de Relva Molhada
Saudade desfolheada!
Casulos de Segredos que
Eclodem Coloridas Borboletas
Que escolhem jardins floridos
Pra Voar.
Gostava da Espera
Da Promessa de Voltar
Gostava do Olhar
Da Esperança de Chegar!
Gostava da chuva nas Noites
Brilhando gotas na madrugada
Chuvas de Lembranças
Delineando nossos Sonhos
Descobrindo nossos Segredos
Molhando nossos Desejos!
Chove Fria a Noite
Os Pensamentos
Brilham Gotas na Face!
Ícone da história da MPB completa hoje (19) 66 anos
Chico Buarque (Foto:
Reprodução)
São Paulo, junho de 2010 - Conhecer a obra
de Chico Buarque de Hollanda é inevitável a qualquer pessoa que se
proponha a saber, o mínimo, de Música Popular Brasileira. Neste sábado
(19), o gênio musical, teatral e literário completa 66 anos e, para
homenageá-lo, ONNE conta um pouquinho de sua trajetória.
Filho de
Sergio Buarque de Hollanda - o maior historiador brasileiro -, Chico
nasceu no Rio de Janeiro, mas também morou em São Paulo, quando seu pai
foi chamado para dirigir o museu do Ipiranga. Fora do Brasil, viveu na
Itália durante a infância, quando Sergio lecionava na Universidade de
Roma. Foi nessa época que compôs suas primeiras marchinhas de carnaval.
Quando
criança, Chico teve contato com grandes personalidades da cultura
brasileira, que, pela amizade com seu pai, frequentavam a casa da
família. Grandes nomes da Bossa Nova, como Vinicius de Moraes, que mais
tarde tornou-se seu parceiro, e os violonistas Baden Powell e João
Gilberto. Chico também foi influenciado por sua mãe Maria Amélia Cesário
Alvim, que tocava piano, e por sua irmã Miúcha, que mais tarde se
tornaria um grande ícone da Bossa Nova.
João Gilberto, Miúcha e
Chico Buarque (Foto: Reprodução)
Ao retornar de Roma, Chico começou a publicar suas primeiras
crônicas no jornal por ele batizado de Verbâmidas, do Colégio Santa
Cruz. Ele sonhava em vê-las publicadas nas grandes revistas semanais, ao
lado de cronistas consagrados. No entanto, sua primeira aparição na
imprensa não foi na seção de cronistas, mas, sim, nas páginas policiais
do jornal Última Hora, de São Paulo. Chico e um amigo roubaram um carro
para dar umas voltas pela madrugada paulista, o que, até então, era
comum na época.
Mas a brincadeira acabou na cadeia. A manchete,
com a foto dos dois menores com os olhos cobertos por tarjas pretas,
destacava: "Pivetes furtaram um carro: presos". A pena imposta pelo juiz
dizia que até que completasse 18 anos Chico não poderia sair sozinho à
noite.
Em 1963 Chico ingressou na FAU (Faculdade de Arquitetura e
Urbanismo da Universidade de São Paulo), mas acabou abandonando o curso
três anos depois. Um dos motivos que influenciaram em sua decisão era o
clima de repressão que tomava conta das universidades após o golpe
militar de 1964.
No ano seguinte, Chico começou a se apresentar
em shows de colégios e festivais e gravou pela RGE o primeiro
compacto, com canções como Pedro Pedreiro e Sonho de um
Carnaval. Desde então, não parou mais de compor e se apresentar,
participando de festivais internacionais de música, atuando no programa O
Fino da Bossa, da TV Record.
Ainda em 1965, conheceu
Gilberto Gil em um bar que era reduto paulista da Bossa Nova na época.
E, em um show estudantil, conheceu Caetano Veloso, que se entusiasmou ao
ouvir Chico cantando Olê, olá.
Com o II Festival de
Música Popular Brasileira, em 1966, o músico tornou-se conhecido no
Brasil inteiro por sua música A Banda, interpretada por Nara
Leão, que conseguiu o primeiro lugar em um empate com Disparada,
de Geraldo Vandré.
Chico Buarque cantando
com o conjunto MPB 4, durante o Festival de Música Popular Brasileira,
da TV Record, em São Paulo (1968) - (Foto: Reprodução)
A partir daí Chico começou a fazer história. Foi a revolução
da música brasileira nos tempos duros da ditadura. Era censurado por
qualquer motivo, mas sempre conseguia escorregar pelas barreiras da
repressão. Mas foi obrigado a se exilar na Itália em 1969, por ameaças
do regime militar.
O músico fazia críticas negativas nas
entrelinhas de suas músicas, mas os tempos exigiam cuidados redobrados
nas composições. Então, Chico criou Julinho da Adelaide, seu pseudônimo
para burlar a censura. Mas Julinho compôs apenas três canções: Milagre
Brasileiro, Acorda Amor e Jorge Maravilha.
Ao retornar
para o Brasil, Chico continuou sendo um dos artistas mais ativos na
crítica política e na luta pela democratização através de suas letras.
Ao longo de sua carreira, firmou parcerias com grandes artistas como Tom
Jobim, Vinícius de Moraes, Toquinho, Milton Nascimento, Francis Hime,
Edu Lobo e Caetano Veloso.
Caetano Veloso e Chico
Buarque ( Foto: Reprodução)
Cartaz do filme Budapeste
(Foto: Divulgação)
Além de ser reconhecido por suas composições, Chico é muito
respeitado pelo espaço conquistado na literatura e no teatro. Musicou
para o teatro Morte e vida Severina e o infantil Os
Saltimbancos, que se tornou muito popular, não só entre as
crianças, mas também entre seus fã adultos. Escreveu as peças Roda
Viva e Calabar, que foram censuradas pela ditadura, Gota
d'Água, Ópera do malandro e os livros: Estorvo, Benjamim,
Budapeste, que virou filme e ganhou o Prêmio Jabuti, e o
recente Leite Derramado.
Hoje já não é mais possível ver
Chico Buarque frequentemente na TV, como na época dos festivais de
música brasileira. Mas nem é preciso, o respeito e a significância do
artista não se apegam às necessidades de divulgações nas mídias
populares. Afinal, são 66 anos de contribuição à história brasileira.
Chico se tornou referência e um verdadeiro personagem da história
brasileira.
"Sou o que quero ser, porque possuo apenas
uma vida e nela só tenho uma chance de fazer o que quero. Tenho
felicidade o bastante para fazê-la doce
Dificuldades para fazê-la forte, Tristeza
para fazê-la humana e esperança suficiente para fazê-la feliz. As
pessoas mais felizes não tem as melhores coisas, elas sabem fazer o
melhor das oportunidades que aparecem em seus caminhos."
Na ilha por vezes habitada do que somos, há noites, manhãs e
madrugadas em que não precisamos de morrer. Então sabemos tudo do
que foi e será. O mundo aparece explicado definitivamente e entra em
nós uma grande serenidade, e dizem-se as palavras que a significam. Levantamos
um punhado de terra e apertamo-la nas mãos. Com doçura. Aí se
contém toda a verdade suportável: o contorno, a vontade e os limites. Podemos
então dizer que somos livres, com a paz e o sorriso de quem se
reconhece e viajou à roda do mundo infatigável, porque mordeu a alma
até aos ossos dela. Libertemos devagar a terra onde acontecem
milagres como a água, a pedra e a raiz. Cada um de nós é por
enquanto a vida. Isso nos baste.
"É difícil me iludir, porque não costumo esperar muito de
ninguém.(...) Não puxo saco de ninguém, detesto que puxem meu saco
também. Não faço amizades por conveniência, não sei rir se não estou
achando graça, também não atendo o telefone se não estou com vontade de
conversar."